Na 28ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Cocal do Sul, realizada na noite de terça-feira, 19 de agosto, o vereador Vicervanio Bez Fontana, o Toco, teve falta justificada devido a compromisso político na ALESC. Durante a sessão, seis dos oito vereadores presentes utilizaram a tribuna para tratar de diversos assuntos, entre eles a reunião realizada na APAE, a situação das famílias atípicas em relação aos atendimentos de saúde, além de temas ligados à infraestrutura, educação, cultura e o trabalho parlamentar.
Dalló se coloca a disposição de famílias atípicas, fala sobre economia pública, escola cívico-militar e projetos para o skate
O vereador Marcelo Dalló (PP) iniciou sua fala na tribuna destacando a situação das crianças atípicas no município. Ele disse que tem ouvido diferentes versões sobre o tema e propôs um encaminhamento. Ele afirmou que irá anotar os nomes e contatos das famílias para levar os casos à Secretaria de Saúde. “Caso alguém tenha que trabalhar às 7, passa lá às 6h20 e me procura, eu faço questão de verificar o que está acontecendo de fato”. Segundo o vereador, o objetivo é apurar por que mães relatam falta de atendimento, enquanto a Secretaria apresenta informações diferentes.
Dalló também retomou a discussão sobre a APAE. Explicou que não é contra a instituição e citou o apoio dado quando foi presidente da Câmara. Na época, foi repassado o valor de R$ 33 mil para a conclusão do ginásio da entidade. “Eu não sou contra a APAE, quando puder ajudar, eu vou ajudar, sempre ajudo quando me pedem. Mas também a gente tem situações que, como vereador, precisamos nos posicionar e saber o que de fato está acontecendo”.
O parlamentar ainda destacou a economia de R$ 6 milhões obtida pela administração municipal em sete meses com aumento em processos de compras e licitações e diminuição de compras diretas. Ressaltou que os recursos possibilitaram a aquisição de máquinas com verba própria.
Ele apresentou indicação para criação de uma escola cívico-militar, defendendo valores como disciplina, respeito, ordem e patriotismo. Também mencionou pedido para contratação de um veterinário para atender produtores do interior, já em análise pela prefeitura.
Por fim, agradeceu o deputado Pepê Collaço pela destinação de R$ 600 mil para equipamentos de imagem na saúde, além de outros repasses voltados à educação e ao esporte. Comentou ainda sobre a possibilidade de cobertura na pista de skate e construção de uma nova, voltada para iniciantes, a partir de demandas apresentadas pela associação local.

Maria Luiza fala de reunião com APAE, convida para Feira do Livro e comenta experiência no RenovaBR
Na sessão desta terça-feira (19), a vereadora Maria Luiza Da Rolt (PP) iniciou sua fala comentando sobre as reuniões realizadas com representantes da Apae, da Secretaria de Saúde e da regional. Segundo ela, o objetivo foi buscar uma compreensão ampla da situação envolvendo o atendimento às crianças autistas no município. “Nós tivemos uma reunião hoje junto com a Apae, a gente já conversou com a regional, com a Apae, com a secretaria, enfim, para que a gente possa ter um entendimento macro dessa questão que está acontecendo, em virtude das últimas semanas no município”, afirmou.
Maria Luiza destacou que todos os vereadores estão empenhados em buscar uma solução definitiva para o tema, evitando prejuízos para as crianças. Defendeu a participação conjunta das famílias e dos profissionais técnicos na construção de um encaminhamento que dê resposta às demandas apresentadas.
Em seguida, fez um convite em nome da Secretaria de Educação para a Feira do Livro de Cocal do Sul. “Começou hoje e vai até o dia 22, das 8 às 20h30. Então, durante toda essa semana são mais de quatro mil exemplares de literatura infantojuvenil à disposição e, para as crianças e as famílias, contação de histórias, que está acontecendo às 8h, às 14h e às 19h até quinta-feira.”
A vereadora também relatou sua participação no curso de formação da Escola de Política para Políticos, o RenovaBR, do qual fazem parte lideranças de todo o país. Explicou que o programa busca qualificar representantes e futuros agentes políticos em temas como democracia, governança, transparência, combate à corrupção e sustentabilidade.
Maria Luiza informou que seis pessoas de Santa Catarina foram selecionadas no processo, que contou com mais de 50 mil inscritos. Destacou ainda a importância de iniciativas voltadas à educação para a cidadania, relacionando essa experiência ao trabalho desenvolvido pela Escola do Legislativo na Câmara Municipal, com a missão de formar cidadãos mais conscientes e comprometidos com valores éticos e democráticos.

Chicão cobra respostas do Executivo sobre famílias atípicas e propõe CPI se houver omissão
Na sessão desta terça-feira (19), o vereador Valdnei da Silva, o Chicão (PL), iniciou sua fala destacando a ausência de respostas às famílias atípicas do município. Segundo ele, já são mais de quatro sessões sem retorno concreto sobre a situação, o que preocupa em relação ao direito das crianças e à tranquilidade das famílias. “Essa situação não pode continuar assim. Quem vai arcar com o prejuízo da saúde dessas crianças e o custo emocional dessas famílias é possível mensurar? Estamos tratando de direitos constitucionais que não podem ser negados.”
Chicão cobrou um posicionamento do Executivo. Ressaltou que até o momento não houve manifestação oficial do prefeito, nem por vídeo, nem por nota, nem pela imprensa local. “Senhor Prefeito, queremos saber o que o senhor vai fazer. Esse impasse não pode se prolongar. Ele anunciou a nova clínica para as famílias atípicas, mas também não se sabe quando é que vai sair. Tem que ser feita uma reunião concreta e definitiva para todas as famílias.”
O vereador afirmou que o Legislativo precisa cumprir seu papel de fiscalização e que não pode permanecer apenas aguardando explicações. Disse que, caso o prefeito não se manifeste, a Câmara deve avaliar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para verificar os fatos.
Ele relatou ainda a série de encontros realizados nos últimos dias. Contou que esteve em Criciúma, em reunião na regional de saúde, e participou de conversa com representantes da Apae. Enfatizou a importância da instituição, lembrando que seu neto estudou na entidade. “Meu neto entrou sem falar e saiu aos seis anos se comunicando com todos”, lembrou. Explicou que todos os oito vereadores presentes no encontro com as famílias saíram de acordo sobre a necessidade de uma solução definitiva.
Ao finalizar, reforçou que os vereadores, junto das famílias e da secretaria, devem buscar uma posição clara e um encaminhamento. Defendeu que está na hora de dar uma resposta concreta às mães e pais atípicos, evitando que as demandas se prolonguem sem solução.

Julio fala sobre manutenção de parques, incentivo à leitura, Vale Feira e atendimento a famílias atípicas
Na sessão desta terça-feira (19), o vereador Julio Fogaça (MDB) iniciou sua fala tratando da manutenção dos parques do município, pauta que acompanha há meses. Ele informou que o parque do Jardim Elizabeth já foi entregue, mas ressaltou que ainda há pontos a serem corrigidos. “Tem alguns pontos ainda para serem corrigidos, como pintura embaixo do corrimão, que está enferrujado. Tem alguns pontos que precisam ser melhorados antes de serem entregues.” Explicou também que a reforma do parque da Vila Nova já está em andamento e deve ser concluída na próxima semana. Pediu atenção também à falta de academias públicas em alguns bairros do município.
Fogaça também destacou o incentivo à leitura durante a décima edição da Feira do Livro. Comentou que a biblioteca municipal precisa de atualização no acervo, voltada a obras atrativas para o público jovem. “Eu não vou chegar para uma criança que hoje em dia está com o YouTube, com o Instagram, e vou dar Machado de Assis. Vai chegar o momento da literatura de ler Machado, mas a inserção na literatura tem que ser algo lúdico. Então é comprar histórias em quadrinhos, revistas, coisas no sentido mais lúdico”, sugeriu.
Em seguida, tratou da votação do programa Vale Feira. Explicou que o benefício concederá R$ 30 por mês a aproximadamente 700 servidores municipais, resultando em cerca de duzentos mil reais ao ano injetados na Feira Livre Municipal. Segundo ele, a medida beneficia tanto funcionários públicos quanto pequenos produtores locais.
O vereador também relatou a reunião com a Apae e famílias atípicas, realizada mais cedo com a presença de oito parlamentares. Defendeu que o próximo passo seja um encontro com o prefeito, entidades e mães para buscar uma solução definitiva. Caso contrário, alertou para a possibilidade de abertura de uma CPI, como prevê o regimento da Câmara.
Ao concluir, reforçou que a função do legislador e do Executivo é servir ao público. “Aquele que quiser ser um grande líder primeiro tem que servir. Ele tem que ir lá ser submisso, perguntar.” Disse ainda que tanto a prefeitura quanto a Câmara precisam ter humildade, paciência e clareza no atendimento à população.

Glícia critica postura da Secretaria de Saúde e destaca a necessidade de empatia e compromisso com direitos constitucionais
Na tribuna desta terça-feira (19), a vereadora Glícia Pagnan (MDB) abordou situações recentes envolvendo o atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e destacou a importância do respeito institucional e da empatia na condução de políticas públicas. Ela iniciou seu pronunciamento com um desabafo sobre acontecimentos na sessão anterior e no final de semana, ressaltando a postura, que considera inadequada, da Secretária de Saúde. “Ao rir, debochar e filmar de maneira sarcástica durante o momento em que mães e vereadores cobravam ou falavam de seus direitos legítimos, ela, primeiro, fere o respeito institucional. Um agente público deve manter postura profissional e respeitosa, mesmo que discorde do que está sendo dito.” Glícia reforçou que tal atitude desrespeita famílias vulneráveis, enfraquece a credibilidade da própria autoridade e transmite descaso com a pauta.
A vereadora enfatizou a necessidade de empatia e compromisso com direitos constitucionais, lembrando que sua atuação é pautada pela fiscalização e pela transparência. “É só o que eu peço, é respeito e empatia. É só o que eu peço. Eu vou continuar no meu papel fiscalizador e tenho certeza que todos os vereadores recebem mensagens, questionamentos em WhatsApp, em redes sociais de demandas de moradores.” Ela citou como exemplo a situação recente sobre a qualidade da marmita dos servidores, em que uma moradora fez questionamentos via redes sociais. Glícia destacou que repostar a demanda da cidadã foi parte de seu dever de dar voz à população, sem fazer acusações ou citar nomes, reforçando a importância de ouvir e encaminhar demandas legítimas.
Por fim, a vereadora abordou tentativas de intimidação contra sua atuação, afirmando que tais ações contrariam princípios constitucionais, como publicidade, transparência e democracia. Segundo ela, ações que tentam silenciar críticas são incompatíveis com o exercício da função pública. Glícia concluiu seu pronunciamento reiterando o compromisso com a fiscalização e a defesa dos direitos da população, reforçando que continuará exercendo seu papel de vereadora.

Gilson defende trabalho da APAE, atenção às famílias atípicas e função fiscalizadora da Câmara
Na tribuna desta terça-feira (19), o vereador Gilson Clemes (PL), falou sobre a reunião realizada na APAE, destacando a importância da participação de todos os vereadores e a atuação da instituição no atendimento às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ele ressaltou seu histórico de apoio à APAE, afirmando que sempre destinou emendas impositivas à instituição. “Se existe alguma má administração, se existe algum mal feito, como já existe denúncias do ministério público, que a justiça faça o seu papel e se alguém fez o mal com dinheiro público, porque é dinheiro público que vai para lá também, que essa pessoa pague pelo mal que fez. Mas, ressalto o trabalho fora de série que a APAE faz.”
Clemes falou ainda sobre o atendimento às mães atípicas e se colocou à disposição para intermediar reuniões, destacando que o objetivo é buscar soluções imediatas para as demandas das crianças. “A intenção de todos os vereadores aqui, independente de partido ou não, é solucionar o problema para ontem. A gente sugeriu, até para a base do prefeito, para a gente fazer uma reunião com todos e sair de lá com definição para as mães e as crianças que mais precisam. Vocês podem contar com essa Câmara de Vereadores.”
O vereador enfatizou a função fiscalizadora do Parlamento Municipal, reforçando a necessidade de respeito à atuação dos representantes eleitos e condenando intimidações contra parlamentares. Segundo ele, o debate político é legítimo, mas não deve ultrapassar os limites do respeito e da ética. Gilson destacou ainda que a imunidade parlamentar garante a liberdade de fiscalizar e representar a população, e que ataques ou constrangimentos contra vereadores atentam contra a democracia.
Finalizando, reiterou a importância do diálogo e da busca por soluções práticas, lembrando que o foco deve ser resolver os problemas apresentados pela população. O parlamentar reforçou que a Câmara de Vereadores atuará de forma contínua para encontrar respostas, respeitando tanto a instituição quanto os cidadãos que representam.

Confira a Sessão na Íntegra
A próxima Sessão Ordinária ocorrerá na terça-feira, 26 de agosto, às 19 horas. Siga a Câmara Cocal do Sul nas redes sociais e fique por dentro dos principais acontecimentos do Poder Legislativo: Instagram – Facebook – YouTube.
Por Ana Paula Nesi









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