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© Ana Paula Nesi
Geral

Cordão de Girassol ajuda a identificar pessoas com transtornos e deficiências ocultas 

Em Cocal do Sul, a APAE tem confeccionado os crachás, que ajudam a garantir o direito a atendimento prioritário.

Nem toda deficiência é visível, mas toda deficiência garante acesso e atendimento prioritário. Mas como identificar as deficiências ocultas para assegurar que esse direito seja cumprido? O Cordão de Girassol tem se tornado um acessório eficaz nessa identificação, e está se popularizando cada vez mais no Brasil.

Em Cocal do Sul a APAE está realizando o cadastro e confecção do cordão para as famílias. Mas quem tem direito? A Assistente Social da APAE, Pamela Graciano, explica que entende-se por deficiência oculta aquela que causa impedimento de longo prazo, de natureza mental, intelectual ou sensorial que possa impossibilitar a participação plena e efetiva do indivíduo na sociedade quando em igualdade de condições com as demais pessoas.

“Alguns exemplos que podemos citar são o autismo, transtorno de déficit de atenção (TDAH), demência, doença de Crohn, fibromialgia, epilepsia e fobias extremas. É uma maneira de identificar essa necessidade de suporte especial ou atendimento prioritário. Esperamos que ao usar o cordão, essas pessoas possam se isentar de explicações e justificativas, evitando constrangimentos”, destaca Pamela.

Para confecção do cordão de girassol, basta ir até a APAE Cocal do Sul, localizada na rua Ambrósio Dallo, nº 1539, no bairro União, e procurar o setor de Assistência Social. “É necessária a apresentação de laudo médico com CID (Classificação Internacional de Doenças), comprovante de residência e documento com foto. O serviço é gratuito”, lembra Pamela.

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Trabalho de Conscientização

Nat Feijó é mãe da Lívia, de 4 anos. A menina é autista, e há alguns meses utiliza o cordão de girassol. Mas Nat conta que, embora faça uso da identificação, alguns locais ainda enfrentam resistência quanto à garantia de atendimento prioritário. “Quando achamos que, com o cordão, íamos conseguir que olhassem de uma maneira diferente para ela, a gente percebeu que tem muitos profissionais que ainda não estão preparados, principalmente nos setores da saúde”, conta.

Ela recorda que já chegou a ouvir a justificativa de que a filha “não parece ser autista”, não levando em consideração o cordão e o laudo médico. “Acreditamos que com o trabalho da APAE de conscientizar os profissionais e a população, podemos ter melhoras na garantia desse direito”, completa Nat.

Para essa conscientização, a APAE realizou um evento no dia 1° de abril, no centro da cidade. Além disso, a convite do Instituto Maria Schimtt (IMAS), realizou uma palestra para trabalhadores que atuam nas áreas da Saúde do município. O IMAS administra o Pronto Atendimento 24 horas, mas servidores da Secretaria Municipal de Saúde, também foram contemplados com a ação.

Agora, a APAE Cocal do Sul, está em conversa com vereadores do município, para que uma lei que assegure o uso e garanta o atendimento prioritário para pessoas com o Cordão de Girassol, seja estruturada e aprovada. 

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Por Ana Paula Nesi