Após a divulgação, pela Prefeitura de Cocal do Sul, de casos confirmados de esporotricose no município, a médica veterinária Stephanie Medeiros Corrêa procurou esclarecer informações sobre a doença e sua forma de transmissão. A notícia, veiculada nesta quarta-feira (12), informou que os casos foram registrados no bairro Boa Vista e que a infecção, transmitida por um fungo, pode atingir humanos e outros animais, mobilizando ações preventivas em todos os bairros da cidade.
Diante da repercussão, a profissional explica que, embora os gatos sejam frequentemente associados à doença, eles não são os transmissores diretos, mas também vítimas do fungo Sporothrix, encontrado em ambientes úmidos e em matéria orgânica em decomposição. Confira, na íntegra, a nota enviada pela médica:
Sou Stephanie Medeiros Corrêa, médica veterinária formada pelo Unibave em 2023.
Stephanie Medeiros Corrêa
Recentemente, foram confirmados dois casos de esporotricose na cidade e diante disso e da repercussão que está tendo, gostaria de esclarecer algumas coisas.
Primeiramente, como Médica Veterinária é meu dever informar que a esporotricose não é uma doença necessariamente transmitida por gatos. Na verdade, se trata de uma zoonose (doenças que podem ser transmitidas entre animais e humanos) e os gatos são tão vítimas quanto nós!
O fungo Sporothrix, o verdadeiro vilão da história, é encontrado em solos úmidos, em matérias orgânicas que estejam em decomposição, troncos de árvore. E devido ao comportamento natural dos felinos em estarem em ambientes como estes, é comum que esta seja a espécie mais acometida. Mas qualquer espécie está vulnerável a este fungo, sejam gatos, cães, coelhos e inclusive humanos!
A esporotricose é caracterizada pela formação de feridas muito doloridas que não cicatrizam. Pelo contrário! Caso não haja um tratamento adequado, as feridas tendem a aumentar cada vez mais e aos poucos se espalharem a outras partes do corpo.
Sim, a esporotricose tem tratamento!
Caso seu pet apresente tais sintomas, procure um médico veterinário para que seja realizado o diagnóstico correto e um tratamento adequado. Já no caso de pessoas com sintomas semelhantes, busquem a unidade de saúde mais próxima ou consultem um médico infectologista.
Como vejo muitas pessoas classificando a esporotricose como “a doença do gato”, achei necessário vir explicar um pouco sobre a doença, para que não haja desinformação e isso acabe levando a população a entrar em pânico e cometer atos cruéis, como abandono de seus próprios animais ou até mesmo maus-tratos daqueles que já vivem na rua, na tentativa de “acabar com a doença “.
Por fim, deixo minha recomendação: mantenham seus animais dentro de casa! Lugar de pet não é dando voltinhas na rua. Manter eles em casa e seguros não só os protege dos perigos do mundo, como também auxilia na manutenção de toda a saúde pública, evitando a propagação de zoonoses como esta.
Médica Veterinária
Por Redação Cocal360











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