A campanha mundial de combate à trombose de 2026 escolheu um foco preciso e necessário: a saúde da mulher. A mensagem é clara. Em cada fase da vida feminina, da puberdade à menopausa, existem contextos que exigem mais atenção quando o assunto é risco trombótico.
Uso de hormônios, gestação, puerpério, histórico familiar e outras condições clínicas podem aumentar esse risco. Ainda assim, muitas mulheres seguem sem a orientação adequada e sem reconhecer sinais de alerta que não deveriam ser negligenciados.
Ao colocar essa pauta no centro do debate, a campanha reforça uma verdade simples e poderosa: informação de qualidade salva vidas. Conversas bem conduzidas entre paciente e médico ampliam a prevenção, tornam decisões mais seguras e qualificam o cuidado.
Como angiologista, vejo essa conscientização como parte essencial da prática médica. Não se trata apenas de tratar a trombose quando ela acontece, mas de identificar riscos, orientar com clareza e ajudar cada mulher a atravessar suas diferentes fases da vida com mais segurança.
A campanha acerta ao transformar prevenção em diálogo. Porque, quando a mulher entende seus fatores de risco e sabe quando buscar avaliação, o cuidado deixa de ser reativo e passa a ser verdadeiramente preventivo.
No fim, é disso que se trata: oferecer às mulheres mais do que alerta — oferecer informação, autonomia e proteção. Porque, em saúde, a conversa certa, no momento certo, pode mudar tudo.

Por Dra. Ana Nazário











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