Junho é o mês de conscientização sobre o lipedema — uma condição que ainda é pouco conhecida e frequentemente confundida com obesidade, retenção de líquido ou falta de esforço.
Mas muitas mulheres precisam saber: Nem toda dor nas pernas é normal. Nem todo inchaço é retenção de líquido. Nem toda desproporção corporal é falta de disciplina.
O lipedema acomete principalmente mulheres e pode causar dor, sensibilidade ao toque, sensação de peso, hematomas com facilidade e acúmulo desproporcional de gordura, principalmente em pernas, quadris e, às vezes, braços.
O problema é que muitas pacientes passam anos sendo julgadas antes de serem investigadas. Escutam que precisam apenas emagrecer, quando, em alguns casos, o que falta é um diagnóstico correto.
O diagnóstico do lipedema é principalmente clínico, feito por meio da escuta, do exame físico e da avaliação dos sintomas. A ultrassonografia e o Doppler vascular também podem ser importantes para investigar condições associadas, como varizes, refluxos venosos, insuficiência venosa e outras causas de dor ou inchaço nas pernas.
Hoje, a ciência já entende o lipedema como uma condição mais complexa, que pode envolver inflamação, circulação, sistema linfático, hormônios, dor e metabolismo.
Por isso, neste mês, vamos falar sobre lipedema com ciência, acolhimento e responsabilidade.
Nas próximas semanas, seguiremos com esta série especial até o Dia Mundial do Lipedema, explicando os sinais de alerta, as principais confusões no diagnóstico e os caminhos possíveis para um cuidado mais individualizado.
Porque, às vezes, o que falta não é disciplina.É diagnóstico.
Por Dra. Ana Nazário










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