Tem mulher que passa anos ouvindo:
“É retenção.”
“É genética.”
“É falta de exercício.”
“É só emagrecer.”
Mas nem sempre é tão simples.
O lipedema é uma condição crônica que acomete principalmente mulheres e pode causar aumento desproporcional de gordura nas pernas, quadris e, em alguns casos, nos braços.
Mas o ponto principal é: lipedema não é apenas uma questão estética.
Ele pode vir acompanhado de dor, peso nas pernas, sensibilidade ao toque, roxos com facilidade e sensação de inchaço que piora ao longo do dia.
Muitas mulheres percebem algo curioso: emagrecem no rosto, na cintura, no tronco… mas as pernas continuam com volume aumentado e desconforto.
Esse é um sinal que merece atenção.
O diagnóstico do lipedema é principalmente clínico, feito a partir da história da paciente e do exame físico. A ultrassonografia pode ajudar a avaliar tecidos, circulação e outras condições associadas, especialmente quando há inchaço, dor ou dúvida diagnóstica.
O mais importante é não reduzir essa queixa a vaidade.
Quando uma mulher diz que sente dor, peso ou desconforto nas pernas, ela não está exagerando. Ela pode estar tentando nomear algo que o corpo já vinha sinalizando há muito tempo.
Falar sobre lipedema é falar sobre escuta, diagnóstico correto e cuidado sem julgamento.
No mês de conscientização sobre o lipedema, fica o convite:
Antes de culpar o corpo, escute os sinais.
Na próxima coluna, vamos falar sobre uma dúvida muito comum: qual a diferença entre lipedema, obesidade, retenção de líquido e linfedema?
Por Dra. Ana Nazário











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