Uma negociação milionária envolvendo uma boutique de luxo brasileira quase foi perdida por um erro que ainda passa despercebido por muitos empresários: a falta de acompanhamento estratégico do registro de marca.
Segundo reportagem publicada pelo portal jurídico Migalhas, a empresa estava em fase avançada de negociação para venda quando, durante a due diligence, etapa em que todos os ativos são analisados juridicamente, foi identificado um problema grave. O registro da marca havia sido anulado em procedimento administrativo no INPI, comprometendo diretamente o principal ativo do negócio.
A descoberta gerou um impacto imediato na negociação. Sem a titularidade segura da marca, o risco jurídico aumentou consideravelmente, colocando em xeque o valor da empresa e a continuidade da operação. Em termos práticos, uma empresa sem marca protegida perde credibilidade, valor de mercado e segurança para investidores.
O problema teve origem em falhas no acompanhamento do processo administrativo. Um terceiro questionou o registro, e a ausência de defesa técnica adequada no momento oportuno levou à anulação. Somente com atuação especializada foi possível reverter a decisão, recuperar o registro e evitar que a negociação fosse definitivamente encerrada.
O nome da boutique de luxo não foi divulgado pela reportagem, de forma proposital. A exposição poderia gerar prejuízos adicionais, afetar contratos e comprometer a imagem da empresa no mercado.
O caso serve de alerta claro: registrar uma marca é apenas o primeiro passo. Sem vigilância, estratégia e acompanhamento constante, até mesmo marcas consolidadas podem se tornar vulneráveis no momento mais decisivo do negócio.

Por Heloísa Danielski – Especialista em registro de marcas












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