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Sedentarismo invisível (parte 1): ir à academia não “anula” 10 horas sentada

Por Dra. Ana Nazário.

Você treina direitinho. Faz sua caminhada. Às vezes até “bate meta” no relógio. Mas, no fim do dia, percebe as pernas pesadas, tornozelos marcados pela meia, um cansaço diferente nas panturrilhas… e vem a pergunta:
“Como assim, se eu faço exercício?”

A resposta pode estar em algo muito comum hoje — e pouco falado: o sedentarismo invisível.
É quando você até se exercita, mas passa muitas horas do dia sentada, parada, dirigindo ou em pé sem se movimentar.

O que isso tem a ver com circulação?

A circulação das pernas depende de um mecanismo simples e poderoso: a bomba da panturrilha.
Cada passo e cada movimento do tornozelo ajudam a empurrar o sangue de volta ao coração, vencendo a gravidade.

Quando ficamos muitas horas “travados” (sentados ou parados em pé), essa bomba trabalha menos. E o corpo pode responder com:

• inchaço no fim do dia
• sensação de peso e cansaço
• formigamento e desconforto
• piora de varizes e vasinhos
• em alguns contextos, aumento do risco de trombose (principalmente quando somam outros fatores)

Aqui vai uma frase que eu gosto para prevenção: Treino é remédio. Movimento ao longo do dia é higiene vascular.

Por que 1 hora de treino não “compensa” o resto do dia?

O treino é excelente — mas não apaga automaticamente 8, 10, 12 horas de pouca movimentação.
É como cuidar muito bem de uma parte do seu dia, mas deixar outra parte inteira “no automático”.

O ponto-chave é: o corpo gosta de movimento distribuído, não apenas concentrado.

Sinais de que seu corpo está pedindo mais movimento (no dia real)

Veja se você se reconhece:

• a marca da meia fica muito evidente à noite
• o calçado aperta no fim do dia
• sensação de pernas “pesadas” ao levantar
• desconforto em panturrilhas após longos períodos sentada(o)
• varizes pioram no verão ou em rotina intensa

Isso nem sempre significa doença grave. Mas quase sempre significa algo precioso: oportunidade de prevenção.

O combo do verão no Sul catarinense

Janeiro junta tudo: calor + rotina + mais sal + menos água + viagens + longas horas sentada(o).
É a receita perfeita para “pernas que reclamam”.

Na Parte 2, eu vou te mostrar o que fazer na prática (sem radicalismo e sem “projeto fitness”): pausas inteligentes, regra simples, sinais de alerta e um desafio realista de 7 dias.

Até lá, fica o convite: observe seu dia.
Não só o treino — mas o intervalo entre o treino e o resto da vida.

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